29 de agosto de 2014
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São João del Rei - MG

Guia de São João del Rei - MG

História de São João del Rei

HISTÓRIA DA CIDADE
Fins do século XVII: Tomé Portes e família se “estabelecem” às margens do rio das Mortes e dão inicio ao povoamento da região. Além de cobrar pela travessia do rio, Tomé oferecia pouso e mantimentos aos que passavam pelo caminho (futura Estrada Real). O local onde se instalou Tomé ficou conhecido como Porto Real da Passagem e até hoje guarda a denominação antiga: Porto
1702: Descobertas no lado direito do rio deram origem, ao Arraial de Santo Antonio, também conhecido como Arraial Velho, futura Tiradentes.
1704: Nos fins de 1704, dois anos depois da morte de Tomé Portes (assassinado em 1702, por seus escravos), o paulista Lourenço da Costa descobre ouro no ribeirão de São Francisco Xavier (Sr dos Montes), a oeste do Porto da Passagem.
1705: O português Manuel João Barcelos descobre grandes quantidades de ouro nas encostas do morro das Mercês. As notícias atraem muitas pessoas. Nasce então um novo arraial, em honra de N Sra do Pilar, denominado Arraial de N Sra do Pilar do Rio das Mortes ou simplesmente Arraial Novo, embrião da vila de São João del-Rei
1707-1709: Anos da Guerra dos Emboabas, conflito que começou e terminou em São João del-Rei. Como conseqüência, o arraial foi incendiado e a população, com medo de novos ataques, se transferiu para a margem do rio das Mortes, próximo ao Porto da Passagem.
1709: uma das conseqüências da guerra foi à divisão administrativa do território. Rio de Janeiro, Minas e São Paulo pertenciam a uma mesma capitania que foi desmembrada principalmente para aumentar a fiscalização sobre o ouro e sobre a população deste vasto território.Com a separação surgiram duas novas capitanias: a capitania do Rio de Janeiro e a Capitania de São Paulo e das Minas do Ouro.
1713: O arraial reconstruído e próspero é elevado a categoria de vila em 8 de dezembro de 1713, com o nome de Vila de São João del-Rei, homenagem do governador D. Brás Baltazar da Silveira a D João V, rei de Portugal.
1714: A importante localização e a grande quantidade de ouro de suas betas e córregos fez com que a vila se tornasse cabeça de Comarca em 06 de abril de 1714. O território das Minas era dividido em três comarcas, a saber: Comarca do Rio das Velhas, com sede em Sabará; Comarca de Vila Rica, com sede em Vila Rica (Ouro Preto); Comarca do Rio das Mortes, com sede em São João del-Rei.
1720: A capitania de São Paulo e das Minas é novamente dividida. Nasce então, a capitania das Minas Gerais.
1774: É instalada em São João del-Rei a primeira escola pública da capitania das Minas Gerais: a Aula Régia de Latim
1789: Descoberta a conspiração denominada Inconfidência Mineira. A vila de São João del rei não teve participação direta no movimento – a maioria das reuniões aconteceram  em Vila Rica e Rio de Janeiro. No entanto, importantes inconfidentes saíram da região do Rio das Mortes, dentre eles o são joanense Joaquim José da Silva Xavier, Tiradentes, o único que pagou com a própria vida pelo movimento.
1827: a vila de São João del-Rei ganha a primeira biblioteca pública do estado de Minas e o segundo jornal: O Astro de Minas. Iniciativas do ilustre cidadão Batista Caetano de Almeida.
1833: São João del-Rei serve como sede temporária do governo da Capitania de Minas durante a Sedição Militar de Ouro Preto. Como “presente”, a vila ganha o Chafariz da Legalidade, popularmente conhecido como o Chafariz dos Arcos
1838: em 06 de março a vila é elevada à categoria de cidade. Cidade de São João del Rei.
A riqueza da agricultura e do comércio traz grande prosperidade. A cidade, se torna um centro comercial, cultural e político da Capitania e do Império e recebe o título de “celeiro de Minas”. O progresso chega de muitas maneiras: através da organização e melhoramento do espaço e dos serviços urbanos; através da “fundação” de inúmeras escolas, associações, etc; através da instalação da primeira casa bancária (1860), da Estrada de Ferro Oeste de Minas (1881), das fábricas (laticínios, curtumes, têxteis -1891, etc). No final do século XIX a cidade quase foi eleita Capital de Minas, sem contudo, perder suas tradicionais características: a religiosidade e a fé de seu povo e a grandeza de sua arte e de suas manifestações populares.


Origem do nome
Homenagem do governador D. Brás Baltazar da Silveira a D João V, rei de Portugal.


Aniversário da cidade
08 de Dezembro.

 

Pontos Turísticos de São João del Rei

TURISMO


O rico conjunto patrimonial constitui um grande potencial turístico e coloca São João del Rei numa posição de destaque nos Circuitos da Estrada Real e da Trilha dos Inconfidentes. Que tal conhece-los?


Principais pontos turísticos


Igreja de N Sra do Rosário
Construída pela irmandade de N. Sra do Rosário e São Benedito dos Homens Pretos é, apesar das inúmeras reformas, a mais antiga da cidade (1719). A beleza singela de sua fachada e interior exteriorizam a grandeza da fé e da devoção dos escravos que a construíram para ser o seu templo de louvor a Deus e a N. Sra do Rosário.
As principais celebrações neste templo acontecem em outubro (festa de N Sra do Rosário) e em dezembro (novena do Natal). Aos domingos, a missa das 8:30h é abrilhantada pela bicentenária Orquestra Lira Sanjoanense.


Catedral Basílica de N. Senhora do Pilar
A primeira capela de que se tem notícia em São João del Rei foi erguida em devoção à Senhora do Pilar. Essa primeira capela foi destruída por um incêndio no fim da Guerra dos Emboabas. A atual Matriz do Pilar é um dos mais belos templos de Minas pela beleza e riqueza de seu interior. Construída em 1721, passou também por diversas reformas, sendo a de 1817-1850, a mais significativa e que lhe conferiu a aparência atual, com frontispício em estilo neoclássico, gradeamento do adro e pintura do forro pelo mestre Venâncio José do espírito Santo.


Igreja de N Sra do Carmo
A Igreja do Carmo começou a ser construída em 1733 e foi a que mais demorou a ser finalizada. Destacam-se: a portada ricamente ornamentada, as torres oitavadas, o belo interior, a imagem do Cristo Inacabado. A bela fachada é obra do mestre Francisco de Lima Cerqueira.
A celebração de maior destaque é a novena e festa do Carmo, que acontece de 06 a 16 de julho, promovida pela Ordem Terceira de N Sra do Monte Carmelo e abrilhantada, pela Orquestra Ribeiro Bastos.


Igreja de N. Sra das Mercês.
A igreja ou capela de N Sra das Mercês é provavelmente anterior a 1750, segundo Geraldo Guimarães. Como as demais igrejas, passou por diversas remodelações, sendo reconstruída em 1877. Mantida pela Arquiconfraria de N Sra das Mercês, tem em setembro, com participação da Orquestra Lira Sanjoanense, a celebração de sua principal festa. Suas escadarias servem de cenário para a comovente cerimônia do descendimento da cruz, realizada na sexta feira santa


Igreja de São Francisco de Assis
A igreja de São Francisco de Assis começou a ser construída em 1774 e é um dos mais belos exemplares do período conhecido como “barroco” mineiro. Inserida numa ampla praça em forma de lira, com gigantescas palmeiras imperiais à sua frente, a construção desta monumental obra de arte e fé envolve dois grandes nomes: Francisco de Lima Cerqueira e Aniceto de Sousa Lopes, discípulo do primeiro. As missas aos domingos são acompanhadas pela Orquestra Ribeiro Bastos e, dentre outras celebrações se destacam a Festa dos Passos, a novena de São Francisco em outubro e a de N Sra da Conceição em dezembro.


Cruzeiros
A religiosidade é uma marca do povo são joanense. Prova disto são os inúmeros cruzeiros, cruzes com os sinais da paixão e morte de Cristo, espalhados pela cidade.  Alguns cruzeiros e suas localização:
Largo da cruz: junto à janela da casa de número 28
Cruzeiro do Pau D’angá:
Cruzeiro das Mercês
Cruzeiro do Bonfim
Cruzeiro do Sr dos Montes


Ponte da Cadeia
Construção de 1798. Diz a história que a ordem para a construção da ponte da Cadeia foi dada depois que a ponte de madeira existente no mesmo local ruiu, quando por ela passava uma pequena procissão. Em estilo romano, foi construída com pedras rejuntadas com óleo de baleia e inicialmente era chamada de ponte nova ou de ponte que vai para a Indendência (A Real Intendência do ouro funcionava onde hoje é a Escola Municipal Maria Teresa. Era o local onde se pesava e se “quintava” o ouro.  Junto da  casa da Intendência funcionava a casa de fundição). Com a construção do prédio da prefeitura para ser sede do Senado da Câmara (andar superior) e da cadeia da cidade (andar inferior), passou a ser conhecida pela denominação atual.


Ponte do Rosário
Construção de1800. Sob a direção do mestre Francisco de Lima Cerqueira, seguindo o mesmo estilo e utilizando-se dos mesmos materiais da ponte da Cadeia, a ponte do Rosário diferencia-se da primeira apenas por um pequeno detalhe: possui arcos plenos enquanto a “da cadeia” possui arcos abatidos.


Ponte da Misericórdia
Ponte de pedra seguindo o mesmo estilo das anteriores construída nos fins do século XVIII e soterrada desde 1892. Existe um projeto que pretende “desenterrá-la”, literalmente.


Conjunto arquitetônico
Vale um passeio por toda a cidade.São João del Rei possui belos exemplares de praticamente todas as fases da  arquitetura mineira. Preste atenção nos estilos do passado e nos do presente...
De influência colonial: conjunto da R. Sto Antônio, Largo do Rosário, Rua Getúlio Vargas, Rua Pe José Maria Xavier, largo de São Francisco, Largo do Carmo, Largo da Cruz, Largo das Mercês, Muxinga, etc.
De influência neoclássica e eclética: casarões na praça do Carmo e R Santo Elias, Av Eduardo Magalhães e Av Hermílio Alves, Rua Paulo Freitas, R Antônio Rocha, Av Oito de Dezembro, Rua Pe Sacramento, R Quintino Bocaiúva, Av Leite de Castro, etc.
Construções das mais variadas influências estão espalhadas pela cidade. Podemos afirmar que São João del Rei guarda toda a história da arquitetura mineira em suas construções.


Museus


Museu Regional – Pça Severiano de Rezende. Ocupa a antiga residência do Comendador João Antônio Mourão
Museu Ferroviário e conjunto da EFOM – Pça da Estação. O mais precioso conjunto ferroviário do Brasil
Museu do Estanho “John Sommers” – Av Leite de Castro. Possui em seu acervo peças de estanhos de diversos naufrágios.
Museu Tomé Portes del Rei – Pça Frei Orlando. Ocupa a casa do séc XVIII que pertenceu à família de Bárbara Heliodora
Museu de Arte Sacra – R Getúlio Vargas (R. Direita). Ocupa o prédio que serviu como cadeia entre 1743-1853
Museu da FEB – Av Hermílio Alves. Interessante e precioso acervo da heróica Força Expedicionária Brasileira
Memorial Tancredo Neves – R. Pe José Maria Xavier (R da Prata). Em seu acervo a história e pertences de nosso presidente.
Memorial D Lucas Moreira Neves – R. Getúlio Vargas. Objetos e pertences de D. Lucas, inclusive sua biblioteca particular.
Biblioteca Municipal Batista Caetano de Almeida – fundada em 1827 é a primeira biblioteca pública do Estado de Minas Gerais.


Monumentos Históricos
Inscrições rupestres, “Canal dos Ingleses” e outras relíquias da época do ouro na Serra do Lenheiro
Betas (séc. XVIII) – atrás da Igreja do Carmo.
Pelourinho (1812) – Praça das Mercês
Chafariz da Legalidade (1834) – Praça dos Expedicionários
Chafariz da Deusa Ceres (1887) – Praça de Matosinhos
Chafariz Lampião do Carmo (1887) – Largo do Carmo
Coreto (1922) – Praça da avenida
Cristo Redentor (1942) – Alto do senhor dos Montes
Monumento aos Expedicionários e 11 Regimento de Infantaria
Conjunto da Estrada de Ferro Oeste de Minas (EFOM): de fins do século XIX, possui precioso acervo da memória ferroviária: as estações de S. João del Rei, a Rotunda e as locomotivas “Maria Fumaça”, as oficinas, armazéns, galpões, etc.

 


Informações Úteis


Secretaria Municipal da Cultura e Turismo
Email:
secretaria@saojoaodelrei.mg.gov.br / cultura@saojoaodelrei.mg.gov.br
Endereço: Avenida Tiradentes, 136 - Centro
Fones: (32)3372-7338  /  (32)3372-8711

 

CRÉDITOS
Informações e fotos
Site:

www.cultura.saojoaodelrei.mg.gov.br
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Secretaria Municipal da Cultura e Turismo