08 de fevereiro de 2012
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São Roque - SP

São Roque - SP

HISTÓRIA DA CIDADE
São Roque foi fundada na segunda metade do século XVII e começou como grande fazenda de cultura, do abastado paulista Capitão Pedro Vaz de Barros, pertencente a família de intrépidos bandeirantes e sertanistas. Segundo o testemunho de Pedro Taques, sobrinho-neto do fundador, na enorme propriedade deste, trabalhavam 1200 índios amestrados e ali se produziam em abundância o vinho e o pão, produtos dos extensos vinhedos e trigais da fazenda.
Esta situava-se nas proximidades da confluência dos rios Aracaí e Carambeí. Pela opulência e vida faustosa que levava, era conhecido como “Vaz-Guaçú”, isto é, o Grande. Sua casa de residência, a sede da fazenda, era assobradada e de taipas e ficava no atual largo da Matriz, à esquerda de quem desce; ao lado, situava-se a capela, também de taipas, erigida sob invocação de São Roque, santo de especial devoção do fundador.
O linhagista e cronologista dos tempos coloniais, Pedro Taques, em sua famosa “Genealogia Paulista”, descreve com pormenores a abastança de seu tio-avô, o Vaz Guaçú, e a riqueza da residência deste, em que havia uma copa de prata lavrada, de muitas arrobas. Em sua mocidade, Pedro Vaz de Barros participou de diversas Bandeiras, um das quais, em 1623, atacou as reduções jesuíticas do Guairá, de onde regressou com enorme quantidade de índios capturados.
Por volta de 1657, já maduro, rico e famoso, estabeleceu-se com o seu belo feudo, na futura cidade de São Roque, onde faleceu em 1679, em idade avançada, tendo sido sepultado, conforme uso do tempo, sob o altar-mór da Igreja de Nossa Senhora do Carmo, na Capital. Em seu testamento, recomendava que conservassem sempre bem limpa a capela de São Roque, com a obrigação de se trazer sacerdote para as festas do Padroeiro, e que se oficiassem 5 missas, por ano, por intenção da alma dele, testador.
Pedro Vaz de Barros não era casado. De sua convivência com diversas índias, deixou numerosa prole, a qual, mais tarde, se tornaria de prestigiosas famílias paulistas. Tudo conforme consta da citada “Genealogia” de Pedro Taques.
CAPITÃO FERNÃO PAES DE BARROS – Logo depois que Vaz-Guaçú se estabeleceu com sua imensa propriedade no vale do Carambeí, um de seus irmãos, igualmente abastado e famoso, o capitão Fernão Paes de Barros, fixou-se na mesma região, porém uns 7 ou8 km adiante do núcleo de São Roque. A fazenda de Fernão situava-se nas proximidades da serra da Taxaquara, local a que os índios guaianazes denominavam de “Boy-poruçuguaba”. Em 1681, ao lado de sua enorme casa de residência a pedido de sua esposa, Maria de Mendonça; construíram a capela e vieram a tornar-se igualmente troncos de prestigiosas famílias paulistas.
A casa bandeirista de Fernão Paes e a capelinha de Santo Antonio – duas preciosidades de arte e arquitetura seiscentista – ainda existem. É que em 1945, já então em ruínas, foram adquiridas com o sítio de Santo Antonio pelo escritor Mário de Andrade, então diretor do Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, o SPHAN, órgão federal; e foi esta unidade, sob a direção técnica do conhecido arquiteto Luís Saia, que efetuou o meticuloso trabalho de restauração, repondo-as tal como foram, no século XVII. São duas construções contemporâneas da fundação de São Roque, preservadas através dos tempos, enquanto das primitivas casas do tempo do fundador, Pedro Vaz, nada mais resta.
Voltemos, pois, aos fins do século XVII.
Após a fase de abastança dos primeiros anos de sua existência, a fazenda de Vaz- Guaçú entrou num período de estagnação. Segundo documentação existente hoje no Arquivo do Estado, sabe-se que da fazenda de Pedro Vaz e da Fazenda Santo Antonio, do capitão, Fernão, chegaram a ser exportadas apreciáveis quantidades de trigo para Portugal, através do porto de São Sebastião.
Mas ao iniciar-se o século XVIII (1701), o burgo de Pedro Vaz conheceu quadra difícil em sua existência, crescendo muito vagarosamente; e, somente em 15 de agosto de 1768, (portanto, com mais de cem anos de vida), é que a povoação foi elevada à categoria de Freguesia, com o nome de São Roque do Carambeí. Por esse tempo haviam desaparecido os belos trigais e vinhedos da região. As altas montanhas que cercam o povoado constituem sério empecilho para o progresso local.
Não havia propriamente estradas, mas sim trilhas e veredas por entre montanhas, despenhadeiros e colinas, intransitáveis ou de difícil acesso na época de chuvas. Os índios, conhecedores da vasta região, por ali se locomoviam lépidos, com incrível rapidez, mas para os civilizados que vinham a pé ou a cavalo, as montanhas representavam barreiras quase intransponíveis.
Contudo, o capitão Mathias Leme de Barros, descendente remoto do fundador e chefe político e administrativo do lugarejo, conseguiu incrementar a lavoura, fez doações de terras férteis aos que quisessem cultiva-las e assim obteve alguma melhoria para a região, com a chegada de novos moradores e sitiantes.
Entre eles, o capitão José Vicente de Moraes e o Tenente-coronel Manoel Francisco da Rosa Passos, elementos prestativos, que viriam a tornar-se troncos das famílias Santos Rosa, Moraes Rosa, Arruda Mendes, Mendes de Almeida, da Rosa Moraes. Veja-se a propósito, a monografia “A família Santos Rosa de Sorocaba”, do historiógrafo e genealogista Dr. Américo de Moura.
Ainda por volta de 1818, o perímetro urbano da Freguesia limitava-se às casas existentes no Largo da Igreja e na única rua existente, que prosseguia na estrada para Sorocaba. Naquele tempo, pisaram solo sanroquense os famosos naturalistas alemães Spix e Von Martius, os quais, em trânsito para Sorocaba, permaneceram por uma noite no lugar. E em seu interessante relato de viagem, assinalaram: “Em São Roque, aldeiazinha sem importância, o cabo das ordenanças nos alojou num rancho velho, onde pernoitamos, e deu-nos boa comida”.
De 1830 a 1837 – Ciclo das tropas de muares-   Em 1830, embora quase dois séculos de existência, vê-se novamente a pequena povoação a braços com tremenda crise. Os gêneros da lavoura, o pouco açúcar de cana que produz destina-se ao consumo interno, mas o excedente perde-se, por falta de transporte. A situação aflige o chefe político do lugar, Capitão Messias José da Rosa, conhecido por “cabo de ordenanças” e ele procuram a solução do problema no transporte por meio das tropas de carga, ou tropas arreadas, como também eram chamadas.
E, de fato, o ciclo do tropeirismo, então em sua fase áurea, não teve apenas expressão econômica ao longo do extenso roteiro do litoral para São Paulo, daqui para Sorocaba, prolongando-se até os campos do Rio Grande do Sul. As tropas de muares eram o único meio de comunicações e transportes que estabeleceram a ligação entre os povoados e as vilas perdidas na imensidão do País, fazendo que os gêneros e a riqueza circulassem de um para outro ponto.
E então Capitão Messias, grande amigo do Brigadeiro Rafael Tobias de Aguiar, chefe do Partido Liberal na Província, procura-o em Sorocaba, chefiando uma comissão de cinco ou seis sitiantes de São Roque. Obtiveram vultuoso empréstimo do Brigadeiro e lá mesmo, em Sorocaba, adquirem bestas chucras, em quantidade suficiente para arrear uns 200 lotes de tropas.
Inicia-se a seguir, após o trabalho de amestrar animais, a fase de movimento de tropas de carga, movimento que, cada vez mais iria se intensificar, e com os melhores resultados. Atravessava o País a época do apogeu das tropas de muares, cujo grande centro irradiador era Sorocaba, com as suas famosas feiras anuais, em que fabulosas somas eram empregadas no comércio rendoso da compra e venda de muares.
No que se refere a São Roque, inicia-se uma era de ascensão econômica: surgem pequenas casas de comércio de ferragens, de arreios, pequenos armazéns de secos e molhados, casas de tecidos importados da Capital e da Corte (Rio de Janeiro). E o capitão Messias pode ampliar seu armazém de ferragens, arreios e armarinhos, situado no largo da Igreja. E assim, quando ele faleceu, em 1838, a vila atravessava fase promissora. Sim, aos 10 de julho de 1832, a Freguesia fora elevada à categoria de Vila, mas só agora, seis anos depois, é que começava a progredir.
Foi então criada a primeira escola para meninos, cujo mestre, vindo de fora, foi Luiz da Costa Faria, com o ordenado anual de 200 mil réis, quantia razoável para a época. Com o continuado e cada vez mais crescente movimento das tropas de cargas, cresceu também a lavoura, cujos principais produtos eram o milho, algodão, arroz e feijão, mandioca e farinha de mandioca, cana de açúcar e derivados, bem como legumes e verduras. O café, em pequena escala, e nada de produção de trigo ou de vinho.
Mas a lavoura se achava em expansão e, para atender à falta de braços, tornou-se necessária a importação de escravos africanos. Em pouco tempo, eram estes os grandes fazendeiros, possuidores da maior quantidade de escravos: Capitão Manoel Francisco da Rosa, chefe político, irmão do falecido Capitão Messias; Coronel Amaro Dias de Oliveira, Capitão José Gaetano de Arruda e Capitão Manoel da Silveira Vieira. A comunidade negra foi aos poucos aumentando e em breve, com o auxílio do clero, foi erigida a capela de São Benedito, a qual, mais tarde ampliada, tornou-se a atual Igreja de São Benedito.
Do tratamento cordial que os cativos sempre receberam de seus senhores, diz bem o fato de que podiam divertir-se à vontade, em seus folguedos das “Congadas”, cujas vestimentas vistosas e coloridas e cujo instrumental (tambores, cuícas, chocalhos e atabaques) eram adquiridos por seus senhores. As congadas, realizadas anualmente a 6 de janeiro (Dia de Reis), eram um espetáculo movimentado, colorido e ruidoso, grandemente apreciado pela população sanroquense. E se realizaram no período de 1860 a 1890.
Dom Pedro II em São Roque – Em 1840 instala-se na vila o destacamento da Guarda Nacional, de que é nomeado, com o posto de Tenente-coronel comandante, o jovem Manoel Inocêncio da Rosa. Este, e seu irmão Antonio Joaquim, eram os chefes políticos da vila, em substituição a seu pai, o coronel Manoel Francisco da Rosa, então há pouco falecido. Eram eles proprietários de dois enormes sobrados de taipas, na parte central de São Roque, verdadeiros palacetes para a época, já demolidos.
E foi um desses sobrados que Dom Pedro II e pequena comitiva se hospedaram, quando em março de 1846 passaram pela vila, em trânsito para Sorocaba. Permaneceram um dia em São Roque e os ilustres hóspedes foram alvos de homenagens especiais prestadas pela Câmara e população sanroquense, sob o comando dos dois chefes políticos, os irmãos Rosa. Durante o banquete, realizado à noite no sobrado, sob a luz de lampiões belgas, Antonio Joaquim da Rosa, orador fluente, dirige entusiástica saudação ao Imperador e comitiva.
Essa data, 16 de março de 1846, a e visita de Dom Pedro II, marcam o início da fulgurante carreira política de Antonio Joaquim, na época presidente da Câmara.
Logo depois, foi eleito Deputado provincial e na Assembléia paulista brilhou, tendo por diversas vezes, sido eleito presidente. Foi, em seguida, eleito Deputado Geral, com assento no Congresso Nacional da Corte (Rio de Janeiro). Poeta, escritor e literato, colaborou na imprensa de São Paulo e do Rio; mais tarde, agraciado com a comenda da Ordem da Rosa e com o título de Barão de Piratininga, foi nomeado Vice-presidente da Província, chegando em 1869 a assumir as rédeas do governo paulista.
Grande incentivador do progresso local e muito relacionado nos meios palacianos, tudo o que São Roque obteve nesse período, deve ao seu filho ilustre: elevação da vila à categoria de Cidade, por ato de 22 de abril de 1864; a criação e instalação da Comarca, 1873; a inauguração da Santa Casa de Misericórdia, no memso ano de 1873 e bem assim, a fundação da Estrada de Ferro Sorocabana, de que o Barão foi um dos seus grandes e principais acionistas.
Cultura do algodão – Entre os anos de 1868-1870 cultura que ganhou considerável impulso, foi a do algodão, sobretudo devido à Guerra da Secessão dos Estados Unidos, que provocou a falta da fibra no mercado mundial, com a conseqüente elevação dos preços. São roque chegou a ter então, 27 grandes lavradores que se dedicavam à cultura da malvácea, e na cidade funcionavam 7 máquinas modernas, para o benefício da fibra, movidas a óleo cru e adquiridas nos Estados Unidos.
Ciclo da Estrada de Ferro – de 1875 à República – cidade desde 1864 – sede de comarca a partir de 1873 e grande produtora de algodão, São Roque entretanto, sofre tremendo golpe em 1874, com um surto de varíola que surgiu insidiosamente e logo se alastrava pela cidade, causando diversos óbitos. Alguém sugeriu que, sendo o milagroso São Roque, “o advogado contra as pestes”, se fizessem preces na Igreja, implorando o fim da terrível calamidade. Durante três dias e três noites houve ladainhas, e o povo acorreu em massa, superlotando a Igreja.
Parece que foi pior, assinalaram os memorialistas da época. É que a epidemia recrudesceu com incrível violência, registraram-se numerosos casos novos, aumentando o obituário. A cidade despovoou-se: todos procuravam refugiar-se nos sítios e noutras cidade vizinhas. Por toda a partem a desolação e morte.
Foram cinco meses que ficaram como terrível pessadelo, até que em fins de 1874, a epidemia foi desaparecendo. Passada a borrasca, não tardou que viesse a bonança e, em meados do ano seguinte, isto é, em julho de 1875, ocorria a inauguração da E.F. Sorocabana, estabelecendo a ligação férrea direta entre a Capital, São Roque e Sorocaba. A composição inaugural, toda embandeirada, entrou na estação local na tarde de 10 de julho de 1875, conduzindo o presidente da Província, Dr. João Teodoro e altas autoridades governamentais. Rojões, foguetes e banda de música receberam os ilustres visitantes, em meio de aplausos e do entusiasmo do povo, que superlotava a estação e o largo fronteiro. Coube ao Barão de Piratininga pronunciar o discurso de saudação às ilustres autoridades. Na mesma ocasião foi também inaugurado o telégrafo instalado na estação.
Agora, as comunicações eram diárias e diretas com a Capital, e não mais através do transporte moroso, incerto e difícil, proporcionado até então pelo lombo dos animais das tropas.
Jornais, revistas e livros chegavam diariamente para a população, disseminando a cultura e idéias mais novas e mais arejadas. E assim os ideais republicanos e abolicionistas foram ganhando terreno. Os dois irmãos Rosa eram adeptos da abolição, embora continuassem monarquistas, mas a avalanche republicana foi cada vez mais aumentando as fileiras do Partido Republicano.
Em 1880 veio paroquiar em São Roque o Padre João da Cunha, espírito culto, que logo se tornou benquisto e introduziu reformas e melhoramentos nas Igrejas da Matriz e de São Benedito. Providenciou a aquisição, em Paris, da atual imagem do Santo Padroeiro da cidade, uma imagem artística, vistosa e bonita. As despesas de transporte de Paris para Santos, alfândega, e dali para São Roque, importaram num total de um conto e trezentos mil réis, incluído o valor da compra da imagem. Para cobrir as despesas, o padre providenciou que, na abertura das festas religiosas de agosto, em homenagem ao padroeiro, houvesse uma procissão de carros de lenha picada, procedentes da zona rural.
Após o desfile em frente á Igreja, onde a lenha era benzida, procedia-se ao leilão, cujo produto revertia em benefício dos festejos e das despesas decorrentes da aquisição da nova imagem. A Entrada dos Carros de Lenha (eram, então, carros de boi), foi uma novidade que a todos agradou, constituindo uma prática folclórica, que até hoje vem sendo rigorosamente observada. Apenas com a diferença de que, com o progresso, os carros de bois foram substituídos pelas carroças de lenha; e hoje, a lenha é transportada da zona rural para a cidade, através de caminhões, camionetas e jipes.
A fábrica de tecido – Entrada das levas de imigrantes -  Com a entrada em massa, a partir de 1884, das continuadas levas de imigrantes europeus, sobretudo italianos e portugueses, movimentando-se a cidade, amplia-se o centro urbano, São Roque progride com a valiosa injeção desse “sangue-novo”. Um melhoramento urbano, a iluminação da cidade é feita por lampiões de querosene. Aumenta o comércio local, ao mesmo tempo em que se expande a lavoura.
Ressurgem a vitivinicultura, cujos pioneiros foram o italiano José Casali, o francês Dr. Eusébio Stevaux, engenheiro da Sorocabana, e o sanroquense Antonio dos Santos, o Santinhos, republicano histórico e elemento e projeção social.
Em 1890 é inaugurada a grande fábrica de tecidos do industrial italiano Enrico Dell’Acqua. O médico para a assistência aos operários desta fábrica é também italiano, o Dr. Clemente Tófoli, primeiro facultativo a clinicar na cidade, da qual se torna benemérito; e ele se dedica gentilmente a trabalhar como cirurgião da Santa Casa, onde monta uma sala de cirurgia, excelente para a época.
A indústria de tecidos de tecidos (mais tarde “Brasital S?A”) e a numerosa colônia italiana, proporcionam um surto de prosperidade para São Roque. No setor do ensino, importante inovação foi a criação do 1º grupo escolar, graças à iniciativa do erudito educador Professo Júlio César de Oliveira, que reuniu num só prédio, as 6 salas de aulas (duas femininas e 4 masculinas) espalhadas por diferentes bairros da cidade. A experiência produz tão bons resultados, que o Governo do Estado logo a oficializa, em outubro de 1894. O segundo grupo a instalar-se no Estado foi o de Itu, generalizando-se pelas demais cidades paulistas a instituição de grupos, que de São Paulo passou para os demais Estados do Brasil.
Desde a proclamação da República, a cidade vinha participando do surto de progresso e de entusiasmo que se fez sentir pelo País, de norte a sul. E teve três grandes melhoramentos, que faziam parte do programa do Partido Republicano local: abertura de diversas novas ruas, com que ampliou o perímetro urbano; implantação do serviço de água de abastecimento, cuja rede de distribuição foi dirigida pelo engenheiro Dr. Stevaux. Este não apenas superintendeu, de sua ampla fazenda, todo o material necessário. Só os encanamentos é que foram adquiridos no Rio de Janeiro.
No Século XX – Os principais acontecimentos ocorridos no século XX foram: surgimento da imprensa local, em 1902, com o semanário “O Sanroquense”, do Sr, José Hyppólito da Silva que, com o jornal, instalou a primeira tipografia da cidade; a inauguração do serviço da empresa Amosso & Bonini, que instalou o fornecimento do serviço de luz elétrica e força para São Roque, em 1908; e, em 1911, o surgimento do 1º cinema local, o “Pavilhão Popular”. Em 1917 surgiu o 2º semanário, “O Democrata”, que ainda existe. Em 1922, a inauguração da rodovia ligando São Roque à Capital, e daqui prosseguindo para o sul, no plano rodoviário estadual do Dr. Washington Luís.
Em 1924 contava o município 17300 habitantes e a vinicultura tomava grande impulso, registrando 10 mil litros de vinho a safra daquele ano, conforme dados estatísticos oficiais. Porém, somente a partir de 1936, foi que a vitivinicultura recebeu vigoroso apoio e orientação do Sr. Antonio Maria Picena.
Inaugurava-se, em 1952, a rodovia asfaltada Raposo Tavares, na extensão da 60 Km, da Capital a São Roque. Verificou-se, então, um surto de progresso e valorização imobiliária. Criou-se o Ginásio Estadual, diversas ruas receberam asfaltamento e o serviço de força e energia, fornecido pela Light, permitiu a expansão do parque industrial do município.
Em 1957 foi festivamente comemorado, durante o ano todo, o III Centenário da Fundação de São Roque.
E então, a facilidade dos transportes e de comunicações, concorreram para a enorme valorização imobiliária dos dias atuais. Mas este fator de progresso veio, por outro lado, prejudicar a atividade agro-industrial da vitivinicultura. É que com a estupenda valorização das terras, partes dos viticultores resolveram extinguir seus vinhedos, cuja manutenção era por demais trabalhosa para lotear os terrenos e vende-los.
E assim desapareceram os grandes e belos vinhedos. E São Roque, que há anos atrás chegou a possuir uma centena de produtores de vinhos, entre grandes, médios e pequenos, hoje está reduzida à 13 vinhateiros.
Assim, a cidade abre-se para o turismo. E aquelas altas montanhas que cercam a povoação, e no passado foram obstáculo difícil para o progresso local, estão sendo aproveitadas como atrativo turístico de inapreciável beleza. Os monumentos históricos da Casa Grande e Capela de Santo Antonio (século XVII), restaurados pelo IPHAN, que os vem conservando, é outro conjunto de rara beleza artística e arquitetônica, entre os poucos existentes no Estado.
Assim pois, a tricentenária cidade de Pedro Vaz de Barros prepara-se para a promissora fase do turismo, “a indústria sem chaminés”.
-(DADOS FORNECIDOS PELO HISTORIADOR PAULO DA SILVEIRA SANTOS, do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo).

TURISMO
 
Principais pontos turísticos
 
Roteiro do Vinho
São Roque mantém a tradição de “Terra do Vinho” desde a vinda dos imigrantes italianos e portugueses no final do século XIX. Inúmeras vinícolas estão próximas à Zona urbana, dentre as quais várias possuem estrutura com restaurante. Em algumas adegas é possível o acesso à produção (tonéis, engarrafamento, degustação, acervo de máquinas antigas na produção do vinho).
 
Roteiro da Raposo
Recém lançado o roteiro integra empreendimentos que se encontram do km 46 ao km 60 da Rodovia Raposo Tavares, com diversas opções de gastronomia, hospedagem, day-use, produtos típicos e o Museu de Cera com peças de personagens da história do Brasil – de Pedro Álvares Cabral ao Presidente Juscelino.
 
Roteiro Gastronômico da ALCACHOFRA
Realizado no período da safra desta flor comestível (agosto a novembro). No roteiro é possível conhecer as plantações, compra de conservas e alcachofras dos próprios produtores, além de saborear os mais apetitosos pratos a base de alcachofra e visita as já tradicionais vinícolas da Terra do Vinho.
 
Ski Mountain Park
A 1000m de altitude encontra-se  o maior centro de lazer de montanha do Brasil. São 320.000 m2 de natureza e ar puro para toda a família. O Parque conta com Pista de Esqui, Teleférico, Tobogã, Play-ground, Mountain Bike, Churrascaria, Casa de Chá, Taverna, Vinhateria, Lanchonete entre outras. No local existe a possibilidade de realização de eventos, confraternizações e chás beneficentes.
 
Igreja da Matriz de São Roque
Revela linhas arquitetônicas modernas, destacando-se as pinturas no teto e nas paredes, consideradas verdadeiras obras de arte, bem como seus vitrais em estilo mosaico. É a maior Igreja dedicada à São Roque no Brasil, santo de origem francesa muito divulgado na Europa por ter realizado milagres em sua peregrinação de Montpellier à Roma.
 
Igreja São Benedito
Construída por escravos em 1855, apresenta um estilo tosco típico da época à base de taipa de pilão.
 
Centro Cultural Brasital
Construída em 1890 pelo Comendador Enrico Dell´Acqua, foi uma das primeiras indústrias têxteis do estado de São Paulo. Atualmente abriga o Centro Cultural da Cidade de São Roque. São 10.000 m de área construída, rodeada por 10 alqueires de muito verde onde tem uma trilha ecológica de 1.100 m recortada pelo ribeirão Aracaí com cachoeira. Desde dezembro de 2007 está em funcionamento o Museu Darcy Penteado, contando com obras deste destacado artista plástico nascido em São Roque. Entrada Franca – Ter a Sex-9h-17h – Sab- 10h12-13h17.
 
Casa Grande e Capela de Santo Antonio
Funcionamento de sexta a domingo e feriados. Ingresso – R$ 2,00 adulto, R$ 1,00 estudantes, terceira idade e crianças acima de 6 anos. Construída em 1681 pelo Bandeirante Fernão Paes de Barros, são edificações que remontam o mais antigo passado colonial do sul do país. Tombadas pelo SPHAN – Serviço de Patrimônio Histórico Artístico Nacional, em 1947. Já pertenceram ao Barão de Piratininga e ao escritor Mário de Andrade que foi quem doou o Patrimônio à Cidade.
 
Museu de Cera - HOTEL ALPINO 
Personagens da História do Brasil são retratados em cera – Pedro Álvares Cabral, Padre José de Anchieta, Dom Pedro I, no período da República Rui Barbosa e presidentes como Mal. Deodoro, dentre outras personalidades.
SOMENTE COM AGENDAMENTO PRÉVIO – cobrado ingresso - 11-4784-8411
 
Centro Comercial Taboão
Um centro comercial com artesanatos(Comunidade em Arte), Artes Plásticas (Semeart) com quadros, esculturas e também frutas, doces, conservas, móveis para jardim, lanchonete e play-ground.
 
Largo dos Mendes 
Local onde acontece aos sábados e domingos a Feira de Artesanato, com exposição de artesanato. Grande área de lazer, com pista de skate e play-ground. Nos finais de semana acontecem eventos culturais e esportivos
 
Morro do Cruzeiro
Elevação rochosa próxima ao centro. Visitado por peregrinos e turistas. No pico do Morro encontra-se uma cruz e a imagem de São Roque, o Santo Padroeiro do município.
 
Mata da Câmara
É a maior reserva ecológica da região. Reconhecida pela UNESCO como Patrimônio da Humanidade. Encontra-se numa área verde de 54 alqueires de Mata Atlântica, repleta de mananciais e habitada por esquilos, veados entre outros animais.
 
Praça da República
Tradicional praça da cidade com  muitas árvores, belo jardim, coreto e fonte.
 
Recanto da Cascata
Contém um lindo jardim natural de flores, além de bela cascata formada pelas águas do ribeirão Carambeí. Local propício para passeios, caminhadas e realização de eventos, dentre os quais, o mais importante a Expo São Roque.
 
Antiga Estação Ferroviária
Restaurada há pouco tempo, a Antiga Estação Ferroviária é sede da Guarda Municipal da Cidade de São Roque. Em modelo antigo é de grande beleza.
 
Morro do Saboó
Ponto mais elevado da cidade, aproximadamente 1000 metros de altitude, alcançada através de trilha com caminhada de nível médio, com vista privilegiada de toda região do seu topo, podendo em dias claros visualizar a cidade de Sorocaba que está 40 km de São Roque.
 
 
Informações Úteis
Prefeitura Municipal de São Roque.
Email: saoroque@saoroque.sp.gov.br
Fone: (11) 4784-8500
PIT - Posto de Informações Turísticas: (11) 4712-5664
 
Correios e Telégrafos: (11) 4712-2698
 
Hospital - Fone: (11) 4712-2000
 
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Banco Itaú
Endereço: Av. Joaõ Pessoa - 66 - Centro
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Bradesco
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Telefone: (11) 4712-5866
 
Caixa Econômica Federal
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Telefone: (11) 4712-3600 / 4712-4244
 
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Rodoviária - Fone: (11) 4784-2367
 
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SÃO ROQUE-SP
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Créditos
Informações e fotos
Sites:
www.saoroque.sp.gov.br
Celso Ribeiro - Divisão de Turismo