26 de julho de 2014
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Eldorado - SP

Guia de Eldorado - SP

História de Eldorado

HISTÓRIA DA CIDADE
A história da Estância Turística de Eldorado começa por volta de 1630, quando exploradores portugueses adentraram o rio Ribeira à procura de veios de ouro, metal que já tinha sido encontrado nas proximidades da Vila de Iguape. Os primeiros povoados, também chamados de arraiais de mineração, criados às margens do Ribeira foram Ivaporunduva e Jaguary (dois vocábulos de origem guarani; o primeiro com o significado de rio de muitas frutas ou de fartura e o segundo, jaguar-hy - rio do jaguar, como era chamada a onça parda ou suçuarana). Em seguida, surgiram Sete Barras, Boa Esperança, Braço e Sant´Ana, hoje Iporanga (água bonita, em guarani). O ouro retirado nessas localidades era registrado num porto (onde hoje é a cidade de Registro, considerada a capital do Vale do Ribeira) e depois era fundido em barras e descontado o quinto real na primeira “Casa de Fundição” do Brasil, também considerada a primeira “Casa da Moeda” brasileira, em Iguape.
Por volta de 1750 um outro povoado começou a se formar, cerca de 20km, rio abaixo, de Jaguary, hoje Itapeúna (pedra preta pontuda, em guarani): o povoado de Xiririca, de fronte à foz do ribeirão de mesmo nome e afluente do Ribeira. (Xiririca é uma palavra de origem indígena (guarani) e onomatopéica. Refere-se ao som que a água dos ribeirões produz quando atravessa uma corredeira (algo como: o “xiriricar” da água). A palavra foi traduzida, simploriamente, como “água corrente” ou “corredeira”.)
Em 16 de janeiro de 1757, os irmão Veras, de uma das mais importantes famílias dessa época de colonizadores, doaram duas casas no povoado de Xiririca para a construção de uma capela. No dia 8 de setembro do mesmo ano a capela recebeu a imagem de Nossa Senhora da Guia que passou a ser a padroeira do lugar.
Xiririca pertencia politica e eclesiasticamente à Vila de Iguape. Em 13 de janeiro de 1763, após ter nomeado um pároco para a localidade, Pe. Dr. José Martins Tinoco, Xiririca passou à categoria de Freguesia, portanto, independente eclesiasticamente de Iguape.
A ocorrência de duas grandes enchentes, que causaram grandes prejuizos à Freguesia de Xiririca, em 19 de janeiro de 1807 e 28 de janeiro de 1809, levantaram a discussão de mudança do povoado. A mudança veio de forma paulatina, controversa e com inúmeros conflitos por parte dos habitantes contrários e favoráveis, entre 1816 e 1834, para o Porto da Formosa, em local mais alto, e cerca de 2km rio abaixo.
Finalmente, pela lei nº 28 de 10 de março de 1842 assinada pelo Barão de Monte Alegre, presidente da província, era a Freguesia de Xiririca elevada à categoria de Vila, o que, na época, equivalia a município. Xiririca passava a ser independente de Iguape. No entanto, só em 2 de maio de 1845 instalou-se a primeira Câmara Municipal sob a presidência do padre Joaquim Gabriel da Silva Cardoso.
Em 2 de março de 1857 chegou primeiro barco a vapor (o “Estrela”) à Vila de Xiririca, iniciando um período promissor de escoamento de produção e entrada de mercadorias dos grandes centros.
Em 31 de agosto de 1871, nasce aquela que hoje é apontada por muitos como a maior poetisa do Brasil: Francisca Júlia da Silva Munster. Ainda menina, mudou-se para São Paulo com os pais onde construiu sua vida de escritora numa época em escrever era algo apenas para os homens. Francisca Júlia faleceu em 1º de novembro de 1920, logo após a morte de seu marido.
A Comarca de Xiririca foi criada em 6 de julho de 1875 e instalada em 25 de novembro do mesmo ano.
Em 1896, o pesquisador e naturalista Ricardo Krone, em expedição científica pelo Alto Vale do Ribeira, descobre oficilamente a Gruta da Tapagem que, posteriomente ficou conhecida como “Caverna do Diabo”, de grande importância para o turismo da região e do estado.
Em setembro de 1926 foi inaugurada a Usina de Energia Elétrica, uma das primeiras do estado de São Paulo, instalada no ribeirão Xiririca, que abasteceu a cidade até 1962. No dia da inauguração da iluminação, o engenheiro Nuno Silva, que estava à frente do empreendimento, minutos antes do horário previsto para a operação, subiu num poste para fazer um reparo, quando a luz foi ligada. Atingido pela descarga elétrica, ele foi levado em estado gravíssimo para Santos, onde faleceu.
Em 24 de dezembro de 1948, o nome Xiririca foi substituido por Eldorado Paulista, em alusão ao período do ciclo do ouro. Na época, outros nomes foram sugeridos como “Miraluz” e “Formosa do Ribeira” mas, Eldorado acabou sendo o escolhido.
Em 1970, o lider do VPR (Vanguarda Popular Revolucionária), Capitão Carlos Lamarca passou por Eldorado, vindo do sertão de Jacupiranga, passando pelos lados Alto Rio Batatal, Areado e Barra do Braço. Na Praça Nossa Senhora da Guia, o guerrilheiro e mais 8 homens trocaram tiros com a polícia local. Em seguida atravessaram a ponte sobre o Ribeira e foram para Sete Barras onde renderam um caminhão do exército e fugiram para São Paulo. Lamarca e seu grupo lutavam contra o regime da ditadura militar. Em setembro de 1971 foi morto no sertão da Bahia depois de traído por um de seus companheiros.
As belezas naturais, rios, cachoeiras, cavernas e a riqueza cultural e histórica, contribuiram para que o município fosse reconhecido como Estância Turística em 1º de agosto de 1995.


Origem do nome
O Eldorado é uma antiga lenda narrada pelos índios aos espanhóis na época da colonização das Américas. Falava de uma cidade cujas construções seriam todas feitas de ouro maciço e cujos tesouros existiriam em quantidades inimagináveis.
O termo Eldorado significa O (homem) dourado em espanhol; segundo a lenda, tamanha era a riqueza da cidadela, que o imperador tinha o hábito de se espojar no ouro em pó, para ficar com a pele dourada.


Aniversário da cidade
10 de Março.

 

Pontos Turísticos de Eldorado

TURISMO


Principais pontos turísticos


Vale das Ostras
Além da Mata Atlântica e das cavernas, o município de Eldorado ainda guarda uma abundância de pequenos córregos e ribeirões de águas límpidas que possuem inúmeras cachoeiras e piscinas naturais excelentes para banhos e mergulhos.
O Vale das Ostras é formado pelo Ribeirão das Ostras, o mesmo que atravessa toda a Caverna do Diabo. Após deixar as entranhas da terra, esse ribeirão percorre um acidentado trajeto até desaguar no rio Ribeira, e forma cerca de 12 cachoeiras das mais diversas formas e tamanhos.
A Trilha das Ostras percorre todo esse trajeto, de aproximadamente 6 km, passando pela cachoeira do Engano, a cachoeira do Vomito, a da Meia-Volta, a Escondida, o Salto Triplo, a cachoeira do Funil, do Palmito e do Papo, o Poço Verde e o Poço Azul, chegando ao ponto culminante do roteiro: a Queda de Meu Deus, uma cachoeira com 53 metros de altura. Além da observação dos vários aspectos da Natureza durante o percurso da trilha, pode-se desfrutar de momentos de total contato com Ela mergulhando e nadando em diversos locais do ribeirão.
Local: Quilombo do Sapatu
Duração: de 4 a 8 horas
Grau de dificuldade: Médio


Salto da Usina
O Salto da Usina é um local onde existia uma pequena hidrelétrica que operou da década de 20 até a década de 50, do século passado e que gerava energia elétrica para toda a cidade de Xiririca, hoje Eldorado.
O ribeirão Xiririca é o principal atrativo, com água cristalina, corredeiras, pequenas quedas e piscinas naturais para banho.
O local, conta, ainda com uma infra-estrutura de lanchonete, sanitários com chuveiros, quiosques equipados com churrasqueiras, água potável encanada e energia elétrica, quadra de futebol de areia, lago, trilha pela mata com ponte pênsil e estacionamento.
Local: Bairro Usina
Duração: 2 a 4 horas
Grau de dificuldade: Mínimo


Caverna do Diabo
Descoberta oficialmente em 1886 por Richard Krone, um pesquisador e naturalista alemão, a Gruta da Tapagem ou, como é mais conhecida, a Caverna do Diabo é uma das mais belas cavernas do mundo abertas à visitação. É a maior caverna do estado de São Paulo possuindo quase 10 km de galerias já mapeadas. No entanto, somente 700 metros possuem infra-estrutura para o turismo como escadas, iluminação e passarelas.
Isso proporciona maior segurança e comodidade aos visitantes e possibilita a realização de atividades pedagógicas com turmas de estudantes onde se pode identificar e observar todos os diferentes tipos de espeleotemas encontrados em uma caverna de calcário.
Estalactites, estalagmites, colunas, velas, torres, helictites e cortinas são alguns exemplos dessas abundantes formações de carbonato de cálcio que, em vários casos, possuem muitos milhões de anos.
Local: Parque Estadual Caverna do Diabo
Duração: 1 hora
Grau de dificuldade: Mínimo


Mirante do Cruzeiro
O Mirante do Cruzeiro é uma montanha com 510 metros de altitude de onde é possível, em dias claros e sem nebulosidade, avistar o mar (a 58km de distância), toda a cidade de Eldorado e outras cidades do Vale, e o sinuoso curso do rio Ribeira.
Para se chegar ao topo, percorre-se uma trilha de aproximadamente 1,5km com trechos de forte inclinação. O topo é aberto, quase sem vegetação, e com rochas expostas, o que facilita a visualização da paisagem. Com sorte pode-se observar pássaros e outros animais.
Local: Serra da Bulha
Duração: 2 a 4 horas
Grau de dificuldade: Médio


Cachoeira do Sapatu
Pequena queda d’água, de mais ou menos quatro metros de altura,  que forma uma linda piscina natural ideal para banho e grupos de até 10 pessoas. Tem acesso pela estrada que liga Eldorado à Caverna à cerca de 35 km do centro, na propriedade do Sr. Tirso Mariano, onde se pode deixar o carro e em seguida caminha-se por uma trilha de 150m.
Local: Sítio Sapatú, SP 165 a 35 km do centro
Duração: 1 hora
Grau de dificuldade: Mínimo

 


Informações Úteis


Prefeitura Municipal da Estância Turística de Eldorado
Departamento de Turismo

Endereço: Av. Caraitá, 312 – Aldeia Cultural - Centro
Fone: (13) 3871-1552
Email:
turismo@eldorado.sp.gov.br / divisaodeturismo@eldorado.sp.gov.br


Informações Turísticas:
Fones: (13) 3871-1759

CRÉDITOS
Informações e fotos
Site:

www.eldorado-sp.com.br
Assessoria de Imprensa