24 de outubro de 2014
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São Paulo - SP

Guia de São Paulo - SP

HISTÓRIA DA CIDADE

A fundação de São Paulo insere-se no processo de ocupação e exploração das terras americanas pelos portugueses, a partir do século XVI. Inicialmente, os colonizadores fundaram a Vila de Santo André da Borda do Campo (1553), constantemente ameaçada pelos povos indígenas da região. Nessa época, um grupo de padres da Companhia de Jesus, da qual faziam parte José de Anchieta e Manoel da Nóbrega, escalaram a serra do mar chegando ao planalto de Piratininga onde encontraram ares frios e temperados como os de Espanha e uma terra mui sadia, fresca e de boas águas. Do ponto de vista da segurança, a localização topográfica de São Paulo era perfeita: situava-se numa colina alta e plana, cercada por dois rios, o Tamanduateí e o Anhangabaú.
Nesse lugar, fundaram o Colégio dos Jesuítas em 25 de janeiro de 1554, ao redor do qual iniciou-se a construção das primeiras casas de taipa que dariam origem ao povoado de São Paulo de Piratininga.
Em 1560, o povoado ganhou foros de Vila e pelourinho mas a distância do litoral, o isolamento comercial e o solo inadequado ao cultivo de produtos de exportação, condenou a Vila a ocupar uma posição insignificante durante séculos na América Portuguesa.
Por isso, ela ficou limitada ao que hoje denominamos Centro Velho de São Paulo ou triângulo histórico, em cujos vértices ficam os Conventos de São Francisco, de São Bento e do Carmo.
Até o século XIX, nas ruas do triângulo (atuais ruas Direita, XV de Novembro e São Bento) concentravam-se o comércio, a rede bancária e os principais serviços de São Paulo.
Em 1681, São Paulo foi considerada cabeça da Capitania de São Paulo e, em 1711, a Vila foi elevada à categoria de Cidade. Apesar disso, até o século XVIII, São Paulo continuava como um quartel-general de onde partiam as bandeiras, expedições organizadas para apresar índios e procurar minerais preciosos nos sertões distantes. Ainda que não tenha contribuído para o crescimento econômico de São Paulo, a atividade bandeirante foi a responsável pelo devassamento e ampliação do território brasileiro a sul e a sudoeste, na proporção direta do extermínio das nações indígenas que opunham resistência a esse empreendimento.
A área urbana inicial, contudo, ampliou-se com a abertura de duas novas ruas, a Líbero Badaró e a Florêncio de Abreu. Em 1825, inaugurou-se o primeiro jardim público de São Paulo, o atual Jardim da Luz, iniciativa que indica uma preocupação urbanística com o aformoseamento da cidade.
No início do século XIX, com a independência do Brasil, São Paulo firmou-se como capital da província e sede de uma Academia de Direito, convertendo-se em importante núcleo de atividades intelectuais e políticas. Concorreram também para isso, a criação da Escola Normal, a impressão de jornais e livros e o incremento das atividades culturais.
No final do século, a cidade passou por profundas transformações econômicas e sociais decorrentes da expansão da lavoura cafeeira em várias regiões paulistas, da construção da estrada de ferro Santos-Jundiaí (1867) e do afluxo de imigrantes europeus. Para se ter uma idéia do crescimento vertiginoso da cidade na virada do século, basta observar que em 1895 a população de São Paulo era de 130 mil habitantes (dos quais 71 mil eram estrangeiros), chegando a 239.820 em 1900!). Nesse período, a área urbana se expandiu para além do perímetro do triângulo, surgiram as primeiras linhas de bondes, os reservatórios de água e a iluminação a gás.
Esses fatores somados já esboçavam a formação de um parque industrial paulistano. A ocupação do espaço urbano registrou essas transformações. O Brás e a Lapa transformaram-se em bairros operários por excelência; ali concentravam-se as indústrias próximas aos trilhos da estrada de ferro inglesa, nas várzeas alagadiças dos rios Tamanduatey e Tietê. A região do Bexiga foi ocupada, sobretudo, pelos imigrantes italianos e a Avenida Paulista e adjacências, áreas arborizadas, elevadas e arejadas, pelos palacetes dos grandes cafeicultores .
As mais importantes realizações urbanísticas do final do século foram, de fato, a abertura da Avenida Paulista (1891) e a construção do Viaduto do Chá (1892), que promoveu a ligação do centro velho com a cidade nova, formada pela rua Barão de Itapetininga e adjacências. É importante lembrar, ainda, que logo a seguir (1901) foi construída a nova estação da São Paulo Railway, a notável Estação da Luz.
Do ponto de vista político-administrativo, o poder público municipal ganhou nova fisionomia. Desde o período colonial São Paulo era governada pela Câmara Municipal, instituição que reunia funções legislativas, executivas e judiciárias. Em 1898, com a criação do cargo de Prefeito Municipal, cujo primeiro titular foi o Conselheiro Antônio da Silva Prado, os poderes legislativo e executivo se separaram.
O século XX, em suas manifestações econômicas, culturais e artísticas, passa a ser sinônimo de progresso. A riqueza proporcionada pelo café espelha-se na São Paulo moderna, até então acanhada e tristonha capital.
Trens, bondes, eletricidade, telefone, automóvel, velocidade, a cidade cresce, agiganta-se e recebe muitos melhoramentos urbanos como calçamento, praças, viadutos, parques e os primeiros arranha-céus.
O centro comercial com seus escritórios e lojas sofisticadas, expõe em suas vitrines a moda recém lançada na Europa. Enquanto o café excitava os sentidos no estrangeiro, as novidades importadas chegavam ao Porto de Santos e subiam a serra em demanda à civilizada cidade planaltina. Sinais telegráficos traziam notícias do
mundo e repercutiam na desenvolta imprensa local.
Nos navios carregados de produtos finos para damas e cavalheiros da alta classe, também chegavam os imigrantes italianos e espanhóis rumo às fazendas ou às recém instaladas indústrias, não sem antes passar uma temporada amontoados na famosa hospedaria dos imigrantes, no bairro do Brás.
Em 1911, a cidade ganhou seu Teatro Municipal, obra do arquiteto Ramos de Azevedo, celebrizado como sede de espetáculos operísticos, tidos como
entretenimento elegante da elite paulistana.
A industrialização se acelera após 1914 durante a Primeira Grande Guerra mas o aumento da população e das riquezas é acompanhado pela degradação das condições de vida dos operários que sofrem com salários baixos, jornadas de trabalho longas e doenças. Só a gripe espanhola dizimou oito mil pessoas em quatro dias.
Os operários se organizam em associações e promovem greves, como a que ocorreu em 1917 e parou toda a cidade de São Paulo por muitos dias. Nesse mesmo ano, o governo e os industriais inauguram a exposição industrial de São Paulo no suntuoso Palácio das Indústrias, especialmente construído para esse fim. O otimismo era tamanho que motivou o prefeito de então, Washington Luís, a afirmar, com evidente exagero: A cidade é hoje alguma coisa como Chicago e Manchester juntas.
Na década de 20, a industrialização ganha novo impulso, a cidade cresce (em 1920, São Paulo tinha 580 mil habitantes) e o café sofre mais uma grande crise. No entanto, a elite paulistana, num clima de incertezas mas de muito otimismo, frequenta os salões de dança, assiste às corridas de automóvel, às partidas de football, às demonstrações malabarísticas de aeroplanos, vai aos bailes de máscaras e participa de alegres corsos nas avenidas principais da cidade. Nesse ambiente, surge o irrequieto movimento modernista. Em 1922, Mário de Andrade, Oswald de Andrade, Luís Aranha, entre outros intelectuais e artistas, iniciam um movimento
cultural que assimilava as técnicas artísticas modernas internacionais, apresentado na célebre Semana de Arte Moderna, no Teatro Municipal.
Com a queda da bolsa de valores de Nova Iorque e a Revolução de 1930, alterou-se a correlação das forças políticas que sustentou a República Velha. A década que se iniciava foi especialmente marcante para São Paulo tanto pelas grandes realizações no campo da cultura e educação quanto pelas adversidades políticas. Os conflitos entre a elite política, representante dos setores agro-exportadores do Estado, e o governo federal, conduziram à Revolução Constitucionalista de 1932 que transformou a cidade numa verdadeira praça de guerra, onde se inscreviam os voluntários, se armavam estratégias de combate e se arrecadavam contribuições da população amedrontada mas orgulhosa de pertencer a uma terra de gigantes.
A derrota de São Paulo e sua participação restrita no cenário político nacional coincidiu, no entanto, com o florescimento de instituições científicas e educacionais. Em 1933, foi criada a Escola Livre de Sociologia e Política, destinada a formar técnicos para a administração pública; em 1934, Armando de Salles Oliveira, interventor do Estado, inaugurou a Universidade de São Paulo; em 1935, o Município de São Paulo ganhou, na gestão do prefeito Fábio Prado, o seu Departamento de Cultura e de Recreação.
Nesse mesmo período, a cidade presenciou uma realização urbanística notável, que testemunhava o seu processo de verticalização: a inauguração, em 1934, do Edifício Martinelli, maior arranha-céu de São Paulo, à época, com 26 andares e 105 metros de altura!
A década de 40 foi marcada por uma intervenção urbanística sem precedentes na história da cidade. O prefeito Prestes Maia colocou em prática o seu Plano de Avenidas, com amplos investimentos no sistema viário. Nos anos seguintes, a preocupação com o espaço urbano visava basicamente abrir caminho para os automóveis e atender aos interesses da indústria automobilística que se instalou em São Paulo em 1956.
Simultaneamente, a cidade cresceu de forma desordenada em direção à periferia gerando uma grave crise de habitação, na mesma proporção, aliás, em que as regiões centrais se valorizaram servindo à especulação imobiliária.
Em 1954, São Paulo comemorou o centenário de sua fundação com diversos eventos, inclusive a inauguração do Parque Ibirapuera, principal área verde da cidade, que passou a abrigar edifício diversos projetados pelo arquiteto Oscar.


Aniversário da Cidade

25 de Janeiro de 1554.
 
 
TURISMO

São Paulo não nega a mania pelo trabalho e a vocação para negócios. Com muito esforço, os paulistas conseguiram fazer de São Paulo o Estado mais importante economicamente da América Latina. Mas o Estado paulista não é só isso. Além das milhares atrações culturais, São Paulo também oferece as melhores opções de turismo. Banhado pelo Atlântico, o litoral paulista tem 622 quilômetros pontilhados por praias dos mais diversos tipos e tamanhos. No litoral norte as praias se espalham em torno de municípios como Bertioga, São Sebastião, Caraguatatuba e Ubatuba, e em ilhas como a Ilhabela, paraíso de surfistas e velejadores. No litoral sul, em torno das cidades de Iguape e Cananéia, onde também estão preservadas algumas áreas naturais mais importantes do planeta, como a Estação Ecológica Juréia-Itatins e a Ilha do Cardoso, no Logamar - Complexo Estuarino Lagunar de Iguape, Cananéia, Antonina e Paranaguá.

Separando o litoral do planalto paulista, a escarpa da serra do mar, em plena mata atlântica, foi um grande obstáculo a ser vencido em séculos passados. Hoje, esta porta de entrada para o interior do Estado é foco de atenção da Reserva da Biosfera da Mata Atlântica e de outras organizações que buscam a preservação deste ecossistema que está reduzido, no País, a 5% de sua extensão original. Interior a dentro, o turista vai encontrar estâncias, turismo rural, ecológico, cidades com clima europeu, cachoeiras, cavernas, rios, serras, fontes de água mineral, parques naturais, construções históricas dos séculos XVI, XVII, XVIII, igrejas em arquitetura jesuíta e sítios arqueológicos. Já a capital paulista é outro monumental local de opções turísticas. Só o turismo de negócios proporciona mais de 45 mil eventos por ano. Na capital, alguns lugares você não pode deixar de visitar. A Bela Vista (bairro italiano), a Liberdade (bairro oriental) e as ruas comerciais: 25 de Março (árabe) e José Paulino (israelita). Nesses lugares você poderá ter uma boa noção da variedade de imigrantes que vieram se instalar para alegrar e desenvolver ainda mais São Paulo.

A cidade oferece também uma intensa vida artística e cultural. Nenhum passeio pela cidade estará completo sem uma visita aos centros culturais e aos museus, cujos acervos mantêm obras de grandes pintores internacionais e dos maiores artistas nacionais. Se você gosta de monumentos históricos, não deixe de conhecer as igrejas da cidade, especialmente o Convento Nossa Senhora da Luz, construído em 1579.

Mergulhe com vontade na vida noturna paulistana e confira suas centenas de bares, tranqüilos ou agitados, danceterias, boates, teatros, cinemas, espetáculos, shows, danças de todos os tipos, choperias e tudo o mais que você possa imaginar.

São Paulo não nega a mania pelo trabalho e a vocação para negócios. Com muito esforço, os paulistas conseguiram fazer de São Paulo o Estado mais importante economicamente da América Latina. Mas o Estado paulista não é só isso. Além das milhares atrações culturais, São Paulo também oferece as melhores opções de turismo. Banhado pelo Atlântico, o litoral paulista tem 622 quilômetros pontilhados por praias dos mais diversos tipos e tamanhos. No litoral norte as praias se espalham em torno de municípios como Bertioga, São Sebastião, Caraguatatuba e Ubatuba, e em ilhas como a Ilhabela, paraíso de surfistas e velejadores. No litoral sul, em torno das cidades de Iguape e Cananéia, onde também estão preservadas algumas áreas naturais mais importantes do planeta, como a Estação Ecológica Juréia-Itatins e a Ilha do Cardoso, no Logamar - Complexo Estuarino Lagunar de Iguape, Cananéia, Antonina e Paranaguá.

Separando o litoral do planalto paulista, a escarpa da serra do mar, em plena mata atlântica, foi um grande obstáculo a ser vencido em séculos passados. Hoje, esta porta de entrada para o interior do Estado é foco de atenção da Reserva da Biosfera da Mata Atlântica e de outras organizações que buscam a preservação deste ecossistema que está reduzido, no País, a 5% de sua extensão original. Interior a dentro, o turista vai encontrar estâncias, turismo rural, ecológico, cidades com clima europeu, cachoeiras, cavernas, rios, serras, fontes de água mineral, parques naturais, construções históricas dos séculos XVI, XVII, XVIII, igrejas em arquitetura jesuíta e sítios arqueológicos. Já a capital paulista é outro monumental local de opções turísticas. Só o turismo de negócios proporciona mais de 45 mil eventos por ano. Na capital, alguns lugares você não pode deixar de visitar. A Bela Vista (bairro italiano), a Liberdade (bairro oriental) e as ruas comerciais: 25 de Março (árabe) e José Paulino (israelita). Nesses lugares você poderá ter uma boa noção da variedade de imigrantes que vieram se instalar para alegrar e desenvolver ainda mais São Paulo.

A cidade oferece também uma intensa vida artística e cultural. Nenhum passeio pela cidade estará completo sem uma visita aos centros culturais e aos museus, cujos acervos mantêm obras de grandes pintores internacionais e dos maiores artistas nacionais. Se você gosta de monumentos históricos, não deixe de conhecer as igrejas da cidade, especialmente o Convento Nossa Senhora da Luz, construído em 1579.

Mergulhe com vontade na vida noturna paulistana e confira suas centenas de bares, tranqüilos ou agitados, danceterias, boates, teatros, cinemas, espetáculos, shows, danças de todos os tipos, choperias e tudo o mais que você possa imaginar.


Principais Pontos Turísticos

 

Estação da Luz

Inaugurada em 1º de maio de 1901, teve seu projeto de estilo vitoriano orientado pelo engenheiro F. Ford e todo material utilizado na sua construção importado da Inglaterra.
Em 6 de Novembro de 1946 um incêndio quase destruiu a Estação, e o edifício foi reconstruído com sensíveis alterações. Por sua grandiosidade e detalhes arquitetônicos, tornou-se imagem obrigatória em cartões postais da cidade de São Paulo.
Em 1982 a Estação foi tombada pelo Condephaat (Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico, Arqueológico e Turístico) da Secretaria de Estado da Cultura.
Endereço: Praça da Luz nº 1

Museu de Arte Sacra, Igreja N. S. da Luz e Mosteiro da Luz
O Mosteiro da Luz é sem dúvida o único conjunto arquitetônico do período colonial a permanecer intacto na cidade.
Avenida Tiradentes nº 676
Fone: (11) 227-7687/ 227-7694

Palácio dos Campos Elíseos

Destinado originalmente à moradia do fazendeiro de café Elias Antônio Pacheco e Chaves, o Palacete Elias Chaves, com projeto inspirado no Castelo de Écown na França , exigiu cuidados de uma verdadeira obra de arte. Sua construção foi iniciada em 1892 pelo arquiteto alemão Heussler e sob orientação do mestre hamburguês João Grundt, arrastando-se até 1899, já sob a orientação do arquiteto Cláudio Rossi. Com a morte de Elias Chaves o edifício foi vendido e, em 1907, passou a abrigar a moradia dos presidentes da Província de São Paulo, recebendo, no entanto, seu primeiro morador, o Conselheiro Rodrigues Alves, apenas em 1912. Nessa época o Palacete passou a se chamar Palácio dos Campos Elíseos.
Contudo, desde sua inauguração não sofreu grandes intervenções, apenas a mudança da escadaria de madeira para mármore de Carrara.
Em 1972, após alguns reparos necessários, o Palácio passou a abrigar a Secretária da Cultura , Esporte e Lazer do Estado. Posteriormente, em 1979, recebeu a Secretaria da Indústria, Comércio, Ciência e Tecnologia do Estado onde se encontra até hoje. Em 1977 este edifício foi tombado pelo Condephaat (Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico, Arqueológico e Turístico).
Endereço: Avenida Rio Branco nº 1269
Fone: (011) 220-0033

Jardim da Luz

Concebido em 1798 como Jardim Botânico, apenas em 1938 tornou-se um jardim público, servindo inicialmente apenas como um grande pasto para gados e cavalos. Em 1860 cedeu parte de suas terras à construção da Ferrovia São Paulo Railway e, em 1893, passou a ser administrado pela Prefeitura e não mais pelo Governo do Estado.
As copas de suas grandes árvores abrigam uma população remanescente de preguiças. Há cerca de 40 espécies de árvores, e sua vegetação é, na maior parte, constituída de espécies exóticas como a Manila Copal. Por estas e outras razões, em 1981 o Jardim da Luz foi tombado pelo Condephaat (Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico, Arqueológico e Turístico ) da Secretaria de Estado da Cultura.
Endereço: Avenida Tiradentes

Pinacoteca do Estado

Construído num terreno pertencente ao Jardim da Luz, cedido pelo Estado em 1897, este edifício foi concebido por Ramos de Azevedo para abrigar o Liceu de Artes e Ofícios.
Em 1930 o edifício funcionou como alojamento militar getulista, época em que a Pinacoteca foi transferida para Rua 11 de Agosto. Em 1946 o edifício voltou a dar lugar a Pinacoteca do Estado e também sediar a Escola de Belas Artes que ali permaneceu até 1994.
Em 1998 passou por obras de reformas e de restauração a partir de projeto concebido pelo arquiteto Paulo Mendes da Rocha.
Recebe hoje exposições nacionais e internacionais de artistas renomados, ocupando assim um espaço importante no cenário das artes plásticas.
Endereço: Avenida Tiradentes nº 141
Fone: (11) 228-1148

Estação Júlio Prestes

A Estação da Estrada de Ferro Sorocabana, projeto dos arquitetos Samuel das Neves e Cristiano Stockler das Neves ( projeto premiado no III Congresso Panamericano dos arquitetos de 1927), foi construída entre os anos 1926 a 1938.
Segundo seus autores, a disposição, em planta, do edifício principal é do tipo das modernas estações americanas : Grand Central e Pennsylvânia . O grande hall tem 48 metros de comprimento, 20 metros de largura e 26 metros de altura, o que, segundo a revista Arquitetura e Construção de dezembro de 1929, dava-lhe a característica de maior salão do Brasil.
Endereço: Rua Mauá nº 51

Catedral da Sé

A construção da Catedral - iniciada em 1913 - prolongou-se por muitas décadas.
Esta demora foi consequência, sobretudo, da utilização de granito na maior parte das paredes.
Em 1954, para os festejos do IV Centenário da cidade de São Paulo, a Catedral foi concluída e inaugurada faltando somente as torres, que seriam posteriormente finalizadas.

Casa do Bandeirante

Segundo alguns autores esta casa, construída em taipa de pilão, com 350 m2. divididos em 12 cômodos, além dos alpendres frontal e posterior, está localizada em terras originalmente conhecidas como Uvatantan, que foram doadas aos jesuítas por Afonso Sardinha. A partir de 1759, com a expulsão dos jesuítas do Brasil, a casa passou por diversos proprietários, até que, em 1938, a Cia. City de Melhoramentos, responsável pela urbanização das margens do rio Pinheiros, efetuou sua doação à Prefeitura. Situada à meia encosta da margem do Pinheiros, a Casa do Butantã tinha originalmente os fundos voltados para o rio. Concluída a retificação do rio, a casa passou a ser margeada pela frente, localizando-se no centro de uma praça de 14.000m2.
Em 1954, a Comissão do IV Centenário denominou o imóvel Casa do Bandeirante, dotando-o de um acervo próprio a partir do recolhimento de móveis, utensílios e outros objetos de valor histórico no interior de São Paulo e Minas Gerais, sobretudo do Vale do Paraíba. Com este acervo mobiliou-se o imóvel na tentativa de reconstruir uma (possível) casa-sede de um sítio paulista setecentista, ou talvez de um abstrato e hipotético bandeirante.
A crítica a estas concepções museológicas, de caráter celebrativo e laudatório, levou a diversas modificações nas atividades desenvolvidas nesta casa histórica, destacando-se neste contexto a desmontagem, no final da década de 70, do cenário fictício e a transferência do acervo para local tecnicamente adequado à guarda de bens móveis históricos . Desta forma, a Divisão de Iconografia e Museus vem procurando dissociar o imóvel, tombado pelo CONDEPHAAT em 1982, do universo bandeirista, no sentido de vinculá-lo a diferentes momentos da história paulista através de eventos, mostras e exposições diversas.
Hoje, integra o acervo de Casas Históricas sob a responsabilidade do Departamento do Patrimônio Histórico, juntamente com outros imóveis de características construtivas semelhantes, como a Casa do Sertanista, a Casa do Tatuapé, a Casa do Sítio Ressaca, a Casa do Grito e a Capela do Morumbi.
Atividades: Exposições e eventos diversos.
Endereço: Praça Monteiro Lobato, s/nº, Butantã.
Fone: (11) 211 0920
Horário: de terça a domingo, das 9:00 às 17:00 hs

Casa do Sertanista

De acordo com estudos realizados pelo arquiteto Luiz Saia, a construção da Casa do Caxingui, em taipa de pilão, remonta a meados do século XVII. Sua arquitetura, bastante característica das casas bandeiristas, obedece a um esquema fechado e rígido tanto do ponto de vista da construção quanto no que se refere à definição arquitetônica, plástica e funcional.
Segundo pesquisas realizadas, o seu primeiro morador foi o Padre Belquior de Pontes, posteriormente foi adquirida pela família Penteado que a vendeu à Cia. City de Melhoramentos. Esta por sua vez, doou o imóvel à municipalidade em 1958, que providenciou sua recuperação somente em 1966. Em 1970, concluídas as obras de restauração, foi ali instalado o Museu Casa do Sertanista, voltado essencialmente para a cultura indígena.
Em 1987 a casa foi fechada por necessidade de obras de conservação, interrompendo-se assim as atividades museológicas até então desenvolvidas. A partir de 1993 a Casa do Sertanista retomou suas atividades, abrigando exposições diversas.
Atividades: Exposições com temas relacionados à cidade de São Paulo
Localização: Praça Ênio Barbato s/nº, Caxingui
Fone: (11) 3106 2218
Horário: de terça a domingo, das 9:00 às 17:00 hs

Casa do Grito

Embora esta casa tenha sido vinculada à cena do grito de D. Pedro I pela independência do Brasil em 1822, data de 1884 o documento mais antigo sobre a sua origem. Desta forma, não é possível precisar o ano de sua construção e, consequentemente, comprovar a sua existência na época deste fato histórico.
Situada nas proximidades do Caminho do Mar e do Riacho do Ipiranga, foi originalmente construída em pau-a-pique, técnica que consistia no entrelaçamento de paus verticais fixados no solo, com vigas horizontais amarradas entre si por cipó, dando origem a um grande painel transfurado que, após ter os vãos preenchidos com barro, transformava-se em parede. A casa guarda, entretanto, vestígios de diversas reformas realizadas por seus sucessivos moradores, revelados nos diferentes materiais de construção a ela incorporados, como tijolos e até mesmo uma pequena intervenção em concreto.
Desapropriada em 1936, permaneceu semi-abandonada até 1955, quando foi realizada uma restauração fantasiosa que procurava aproximá-la à casa representada na tela O Brado do Ipiranga de autoria de Pedro Américo, que se encontra no Salão Nobre do Museu Paulista (Museu do Ipiranga), a ponto de lhe ser aplicada uma falsa janela em uma de suas paredes, a fim de torná-la o mais fiel possível à representação do pintor. Foi nessa ocasião que o imóvel passou a ser conhecido como Casa do Grito. Finalmente, em 1981, a casa foi submetida a pesquisas arqueológicas e a obras de restauro que procuraram corrigir os excessos das intervenções anteriormente realizadas. Tombado em 1975 pelo CONDEPHAAT, este imóvel integra o acervo de Casas Históricas sob a responsabilidade do Departamento do Patrimônio Histórico.
Atividades: Exposições diversas com temas relacionados à cidade de São Paulo.
Endereço: Parque da Independência, Ipiranga.
Fone: (11) 273 4981
Horário: de terça a domingo, das 9:00 às 17:00 hs

Capela do Morumbi

Data de 1825 o documento mais antigo referente à Fazenda do Morumbi, da qual se originou o bairro com o mesmo nome. Nessa época, essas terras pertenciam ao inglês John Rudge que ali se dedicava ao cultivo de chá. A Fazenda teve diversos proprietários e, com a expansão da cidade, alcançou grande valorização. Na década de quarenta a Cia. Imobiliária Morumby loteou as últimas glebas da antiga fazenda da qual faziam parte a casa-sede e, bem próxima a ela, uma edificação de taipa-de-pilão em ruínas . Visando atrair compradores e valorizar ainda mais os terrenos, a Companhia contratou o escritório do arquiteto Gregori Warchavchik para fazer o restauro da casa-sede e a recuperação das ruínas.
Pela interpretação de Warchavchik, essas ruínas corresponderiam à antiga capela da Fazenda e, para recuperá-la, complementou-as com alvenaria de tijolos. Além disto, com o objetivo de resgatar o caráter sacro da construção, foi pintado nas paredes do altar, pela artista Lúcia Suanê, um afresco representando a cena do batismo de Cristo com anjos apresentando fisionomia de índios.
Em 1950 a obra ficou pronta, permanecendo, no entanto, praticamente fechada até 1957, ocasião em que a Cia Imobiliária Morumby transferiu parte dos terrenos remanescentes do loteamento ao Município. A partir de então a Capela passou à responsabilidade direta do Departamento do Patrimônio Histórico-DPH. No ano de 1979, o DPH iniciou o processo de revitalização da Capela, entregando-a ao público no dia 25 de janeiro de 1980. Desde então o local é utilizado para exposições.
Atividades: Exposições diversas, destacando-se, nos últimos dois anos, a de instalações de artistas contemporâneos.
Endereço: Avenida Morumbi, 5387, Morumbi.
Fone: (11) 3106 2218
Horário: de terça a domingo, das 9:00 às 17:00 hs

Solar da Marquesa de Santos

Por suas características arquitetônicas, supõe-se que este edifício seja um remanescente da última metade do século XVIII. Sabe-se que em 1834 foi adquirido por D. Maria Domitilia de Castro Canto e Mello, a Marquesa de Santos, que o transformou numa das residências mais aristocráticas de São Paulo, passando a ser conhecido também como Palacete do Carmo.
Considerado como o último exemplar de arquitetura residencial urbana do século XVIII, o Solar foi, no entanto, submetido a diversas mudanças de uso e a várias reformas, recebendo sucessivos acréscimos.
A sua atual feição neoclássica data, presumivelmente, da segunda metade do século XIX, tendo seu anexo sido construído em etapas durante as décadas de 30 e 40 deste século.
A partir de 1975, passou a abrigar as atividades da Secretaria Municipal de Cultura. Interditado em 1984 por motivos de segurança, somente em 1991 o Solar foi submetido a um processo de restauro envolvendo um trabalho especializado de prospecção arqueológica, consolidação e restauração das paredes de taipa, pinturas murais, portas, janelas, pisos, forros, fachadas, cobertura e iluminação.
Atividades: Exposições permanentes e temporárias, consulta ao Arquivo de Negativos, Projeto 3ª Idade, Serviço Educativo, atividades voltadas à preservação do patrimônio histórico e cultural paulistano, projeção de vídeos e apresentações musicais.
Endereço: Rua Roberto Simonsen, nº 136-B, Páteo do Colégio.
Fone: (11) 606 2218
Horário: De terça a domingo, das 9:00 às 17:00 hs

Edifício Ramos de Azevedo

O histórico deste edifício tem origem na criação, em 1893, da Escola Politécnica, inicialmente instalada no Solar do Marquês de Três Rios, residência construída em 1860 na esquina das atuais Av. Tiradentes e Praça Cel. Fernando Prestes. Como o espaço da antiga residência mostrava-se inadequado frente às crescentes atividades da Escola, logo no primeiro ano de funcionamento sua direção decidiu pela construção de um edifício concebido especificamente para atender ao seu programa de uso. Projetado por Ramos de Azevedo, o Edifício Paula Souza, com seus dois pavilhões laterais, foi inaugurado em 1899. Em 1907, com a criação do curso de engenheiros mecânicos e eletricistas, novamente tornava-se necessária a ampliação dos espaços da Escola para a instalação dos novos laboratórios. Projetado em 1908, o edifício que leva o nome de seu autor, Ramos de Azevedo, foi inaugurado em 1920. Anexo ao prédio, foi construído, em 1926, um pequeno edifício térreo junto à Rua Afonso Pena para a instalação do Laboratório de Hidromecânica. Após a desocupação do edifício e de seu anexo, decorrente da transferência das últimas unidades da Politécnica para a Cidade Universitária em 1987, o Edifício Ramos de Azevedo foi adquirido pela Prefeitura com o propósito de abrigar as instalações da Casa da Memória Paulistana.
Atividades: Abriga a Diretoria do DPH, as Divisões de Preservação e de Administração, a Biblioteca e o CONPRESP. Para conhecer o edifício são realizadas visitas monitoradas.
Endereço: Praça Cel. Fernando Prestes, 152
Telefone/fax: (011)227 7557
Horário: De terça a domingo, das 9:00 às 18:00 hs

Teatro Municipal

Interior da Sala de Espetáculos do Teatro Municipal é composta de seis pavimentos Os parapeitos dos balcões são revestidos com folhas de ouro e aplicação de muranos em forma de pequenas flores. Sua cúpula, em pintura baseada no estilo grego de representação de vasos greco-etruscos, registra as fases sucessivas da vida do homem e um lustre de 6.000 peças em cristal, trazido de Colonia ilumina a sala.

Horto Municipal

Localizado na Zona Norte da Capital ocupa área de 174 hectares. O Horto Florestal oferece ao visitante um contato direto com a natureza com fauna e flora diversificadas. Há palco para eventos área de piquenique playground pista de cooper equipamentos de ginástica bicas de água potável lagos e o Museu Florestal. Abriga ainda o Palácio de Verão do Governo do Estado.

Instituto Butantan

O público que visita o Instituto Butantan além de conhecer seus serpentários também poderá desfrutar do parque com suas árvores raras e grandes alamedas. No Instituto também funcionam dois museus: o Museu do Instituto Butantan (MIB) e o Museu Histórico. São mais de sessenta espécies de serpentes brasileiras e outras trazidas de quatro continentes além de aranhas e escorpiões. Os exemplares mais interessantes ficam no museu. Há najas da África e da Índia jibóias e sucuris. O público encontra também uma estação multimídia para consultas sobre as serpentes brasileiras. Além de soros contra picadas de cobras aranhas e escorpiões o Butantan produz vacinas contra tétano coqueluche difteria raiva e tuberculose. Também são realizadas pesquisas sobre a distribuição geográfica a biologia e a sistemática de serpentes aranhas e escorpiões e suas respectivas toxinas. O Hospital Vital Brasil que funciona no Instituto Butantan permanece aberto dia e noite. O tratamento é gratuito para qualquer pessoa picada por animais peçonhentos.

Gastronomia

São milhares de restaurantes só na cidade de São Paulo servindo comidas típicas de todas as regiões do Brasil e de todos os países do mundo satisfazendo do mais simples ao mais requintado paladar. Se você quiser comida afrodisíaca tem.
Há também comida chinesa vietnamita escandinava japonesa crioula marroquina árabe judaica enfim absolutamente tudo é encontrado e a qualquer hora do dia ou da noite. Mas antes disso se o turista quiser sentir e degustar aromas dos mais exóticos é só dar uma passada no Mercado Municipal de São Paulo.
O Mercadão como é conhecido fica em um dos prédios mais representativos da arquitetura praticada no período de florescimento da cultura de café no Estado. Foi inaugurado em 1933 e projetado por F. Ranzini e E. Debenedetti arquitetos italianos vinculados ao escritório técnico de Ramos de Azevedo. Situado em uma área de 22.230 m² foi o mais importante mercado de São Paulo. Destaque para a série de grandes vitrais que retratam lavouras e atividades pecuárias. Outra pedida para ver tudo que existe em matéria de hortifrutigranjeiros é dar uma passada na Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp) - maior entreposto do país.


Informações Úteis

 

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Hospitais

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Hospital Emílio Ribas
Tel. : 851-5633


Hospital do Servidor Público Municipal
Tel. : 278-2211


Transporte

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Localização: Rua Mário de Andrade, 664, Estação Barra Funda- Tel: 3666-4682


Terminal Brasser
Localização: Rua do Hipódromo, Estação Brosser- Tel: 6692-5191


Terminal do Jabaquara
Localização: Rua dos Jequitibás, Estação Jabaquara- Tel: 5581-0856


Terminal Tietê
Localização: Av. Cruzeiro do Sul, 1.800, Estação Tietê, margem direita do Tietê- Tel: 235-0322

Créditos

Informações e fotos

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